Nova Fic Clássica - O Pergaminhos do Amor

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Nova Fic Clássica - O Pergaminhos do Amor

Mensagem  Nanda em Sex Jan 01, 2010 6:19 am

O PERGAMINHO DO AMOR
Camila Beija-flor

camilabeija_flor@yahoo.com.br



Mais um dia se levantava, Xena e Gabrielle ainda repousavam em suas
peles. Algum tempo depois Gabrielle acorda e observa a guerreira dormir
serenamente.

-“Ela dorme como um anjo.”- Pensou a loira.
Ha muito tempo Gabrielle não dormia assombrada pelo que sentia em
relação a sua amiga.
-“Deuses é amor. É vontade de tocar, beijar, abraçar...”- E os pensamentos
continuavam enquanto os olhos da barda percorria o corpo da guerreira. “
Gabrielle pare agora com isso! Xena é somente sua amiga e mais nada, tudo
isso é invenção da sua cabeça. É por que você está muito tempo sem um
namorado, sem um homem e já ta surtando... Mas ela é tão linda, cheirosa,
me faz tão feliz somente estar perto dela, e essas coisas que sinto? Deuses o
que é isso, nunca senti nada parecido...”

Xena se meche nas peles e olha Gabrielle que no exato momento estava “
encarando” um dos seios da guerreira que escapoliu para fora do vestidinho
que usava pra dormir. Se todos os deuses do Olimpo pudessem ver a cara
que Gabrielle fez ao notar que Xena a pegou com a boca, melhor: com os
olhos na botija, eles passariam toda a eternidade que tinham rindo do
embaraço da loira.
Xena notou o constrangimento que Gabby se encontrava ao ser flagrada
mirando seu seios com cara de fome.

- Perdeu alguma coisa?

Gabrielle abriu e fechou a boca várias vezes, mas não tinha palavras para
responder.

-Huum?- insistiu.

- N... Nada não. É só que...

Xena se levantou sentando nas peles e arrumou o vestido encarando
Gabrielle.

- Desculpe, é que tinha um pequeno... Besouro por perto e... Eu acho...
Não, tenho certeza que ele ia te morder... Os seus seios...

- Besouros não mordem. Besouros picam, e eu duvido muito que o prato
principal dos besouros seriam os bicos dos meus seios.

Gabrielle corou mais, e abaixou a cabeça quase chorando, Xena concluiu
que sua “brincadeira” soou um pouco má e tentou consertar.

- Brincadeira Gabby. Relaxa, até porque besouros têm hábitos alimentares
estranhos e vai que esse queria justamente o meu seio?

As duas caíram na gargalhada até cansarem. Se levantaram e arrumaram o
acampamento.
Xena saiu para pescar e Gabrielle ficou escrevendo.

“Fogo que arde
Tristeza que me abate
Solidão que me parte
Eu a amo e ela nem sabe...”.

Gabrielle foi interrompida no meio de seus versinhos quando Xena voltou
com o almoço. Enrolou o pergaminho rapidamente e enfiou no fundo de sua
bolsa
As duas prepararam o almoço e quando começaram a comer ouviram
barulho de espadas se chocando violentamente. As duas correm até a
estrada e avistam um homem muito ferido, e apenas as marcas das patas de
dois cavalos que se afastaram. Elas o pegam e o arrastam até o
acampamento. Xena monta em argo e grita para Gabby:

-Cuide dele, eu vou atrás dos outros... O ungüento está dentro da minha
bolsa.

Gabrielle cuida dos ferimentos do homem, que agora limpos mostram que
foram apenas dois cortes rasos no braço direito e um muito profundo na
cocha esquerda. Um pouco mais consciente ele disse:

- Muito obrigado.

- Não tem de quê... Meu nome é Gabrielle.

- O meu é Antoniê.

Só agora Gabrielle conseguiu observar a beleza que Antoniê possuía. Dono
de um corpo exemplar, cabelos ruivos na altura dos ombros, olho
profundamente azuis, barba por fazer da mesma cor dos cabelos e uma voz
muito grave e baixa. Ela mergulhou nas duas pepitas do homem e pensou
consigo mesma:

“- Deuses ele é lindo”.

Xena volta com Argo trotando rapidamente tirando-a de seus pensamentos.

- E ai como ele está?

-Bem. Só uns cortes, mas acho que ele não poderá andar por um tempo.

Xena se aproxima do homem e constata que ele é um excelente exemplar do
sexo masculino, mas a guerreira só tem olhos e sentidos voltados para a
loira.

- Meu nome é Xena, creio que ficará conosco por algum tempo.

- Meu nome é Antoniê. Eu não quero incomodar...

- Não será incomodo nenhum. Vamos almoçar, creio que todos estão
famintos.

Durante todo o almoço a guerreira permaneceu em silêncio enquanto
Antoniê e Gabrielle conversavam animadamente sobre muitas coisas,
quando respondia era monossilábica.
Xena observou o modo como aquele homem olhava para a loira, sem
dúvidas ele estava interessado nela. Perigo. Ela se perde entre seus
pensamentos.

“- Esse desgraçado tinha que aparecer logo agora? Agora parece que a
Gabby está toda derretidinha por ele. E eu não poso fazer nada, não posso
esganar ele, ela não sabe do meu amor. Aiii que ódio. MALDITO!”

A última palavra foi dita e não pensada, mas por sorte o “casalzinho” caiu
na gargalhada por causa de uma piada que Antoniê contou.
Quando deu tarde, as duas se retiraram para tomarem banho deixando o “
intruso” no acampamento.

- Xena o que você achou do Antoniê?

- Sorridente demais pro meu gosto.

- Lá vai você implicar com o pobre homem.

Xena já estava no limite de sua educação para falar de Antoniê e soltou
rispidamente:

- Foi você que perguntou o que eu achava então se não gostou não insista
no assunto.

Terminado de dizer isso, ela saiu da água e começou a se enxugar para
vestir sua armadura. Gabrielle congelou com a reação da guerreira, pouco
depois saiu e foi se secar também.
Quando chegaram no acampamento o jantar já estava na brasa. A loira e o
homem voltaram a conversar enquanto a morena afiava sua espada perto do
fogo. A conversa cessou e ela parou de afiar... Cavalo se aproximava.
A noite já havia caído, e Xena se pôs em guarda para o visitante noturno. O
rapaz montado se aproxima gritando como louco:

-Xena, socorro. Ajude-nos...

Ele para perto ofegante e volta a falar apressadamente:

- Ajude-nos. A nossa aldeia está sendo saqueada, os bandidos estão
roubando as nossas mulheres e criança para vender como escravas , estão
matando os nossos velhos...Por favor, ajude-nos.

Xena assovia e Argo aparece, ela rapidamente monta nele e grita para
Gabrielle:

- Fique e cuide de Antoniê. Eu volto logo.

A guerreira some na escuridão juntamente com o rapaz.
Gabrielle perdeu toda a alegria que estava em seu rosto e abaixou a cabeça
deixando poucas lágrimas silenciosas rolarem pela face. O ruivo ficou
preocupado com a mudança de humor da loira e indagou:

-Porque choras?

- Não gosto quando Xena vai lutar sozinha...

- Pode ir, eu consigo me virar.

- Não é isso, é que eu tenho medo de perdê-la, nada mais.

Antoniê se aproxima sentando-se ao lado dela e a abraça. Gabrielle se
assusta com o contato inesperado e vira o rosto para o lado onde Antoniê se
encontrava. O verde com o azul se encontrou, sem perder o contato visual
ele segura o rosto de Gabby entre as mãos e lhe dá um beijo nos lábios. No
inicio não é correspondido, mas depois os dois se beijam com intensidade
até Gabrielle se afastar dele rapidamente e dizer:

- Preciso dormir.

- Gabrielle, me desculpe eu não quis...

- Antoniê, amanhã conversaremos sobre isso. Preciso dormir.

Ela se levanta igual a um raio e vai para o outro lado do acampamento onde
se encontravam suas peles deixando Antoniê com um sorriso nos lábios.
Gabrielle deitada em suas peles começa a chorar baixinho. Chora por achar
que de certa forma traiu Xena. Ela para com seu choro e se pôs a pensar.
- “Na realidade eu não a traí. Nós duas não temos nada... não podemos ter
nada”.- E volta a chorar por causa de sua conclusão até pegar no sono.

A manhã se levanta e Gabrielle convicta de esquecer o sentimento que nutria
por sua amiga.
Antoniê já estava desperto ha algum tempo e já havia arrumado desjejum.
Gabrielle caminha até ele com cara de reprovação.

- Você não poderia ter se levantado.

-Que nada, já estou um pouco melhor.- dizia ele cheio de dentes para a
loira.

- Não está não! Precisa de repouso, caso contrário sua perna pode piorar.

- Tuuudo bem! Da próxima vez você quem prepara o café.

Se instala um silencio constrangedor entre os dois até Antoniê quebrá-lo.

- Gabrielle, a respeito de ontem...

Ele espera a barda confirmar com a cabeça para poder prosseguir. Ela
assente.

- Eu de forma alguma quis me aproveitar do seu estado emocional depois
que viu sua amiga sair para lutar e você não poder acompanhá-la.

- Eu não me fragilizei por não poder ir à luta com ela, mas sim por temer
que algo aconteça e eu não estar por perto.

- Entendo.

- Xena é minha única família Antoniê. Ela tem sido tudo o que tenho
durante esses anos todos, não sei o que seria de mim e um dia eu acordasse
e descobrisse que ela não mais existisse.

-Gabrielle, eu realmente estou gostando de você. Sou um homem rico, tenho
muitas posses de onde vim, ouro, prata e pedras preciosas de se perder de
vista, centenas de empregados e aldeões a minha mercê. Na realidade sou o
duque de Atenas, não tenho filhos nem esposa. Não sou tão jovem, mas
também não sou tão velho e desde o momento que te vi me socorrendo na
estrada após aqueles saqueadores me emboscarem tive a plena certeza que
te queria para ser minha duquesa.

Gabrielle estava meio atônita com o que o ruivo disse e tropeçando nas
palavras balbuciou:

- O quê... vo... Você quer dizer com isso?

- Quero que me dê a permissão de lhe fazer a corte durante o tempo em que
ficarei aqui por causa da perna, após a minha melhora você me responde se
aceita se casar comigo e ir para Atenas onde nos casaremos e te tornarei
minha esposa e duquesa.

A loira parou em choque.

- Não precisa me responder agora se aceita ou não que a corteje, mas não
demore com a resposta.- disse ele já se levantando apoiado no cajado da
loira e caminhando em direção ao rio, deixando-a a sós para pensar.

“- Xena nunca vai me amar como a amo. Talvez nem entenda o que sinto
em sua relação. Deuses eu não posso ficar presa a um amor impossível,
Antoniê gosta de mim e pode tentar me fazer feliz e quem sabe até
conseguir, mesmo eu não o amando como amo-a posso fazê-lo feliz.”.

Gabrielle termina de viajar em seus pensamentos, caminha em direção ao rio
com a intenção de falar com o ruivo sobre sua decisão. Chegando lá vê ele
sentado em uma pedra amuado, flutuando em seus pensamentos. A barda
toca de leve o ombro do homem, ele se vira para encará-la.

- Já me decidi.

- E então?

- Aceito que me cortejes e aceito sua proposta de casamento.

O rosto de Antoniê se ilumina e ele não consegue notar o desânimo nas
palavras da moça.

- Gabrielle, eu juro por todos os deuses que vou te fazer a mulher mais feliz
dessa Grécia. Você verá.

Ele se levanta com dificuldade e beija a barda nos lábios novamente. Pouco
depois ela o ajuda voltar para o acampamento onde conversam com o
intuito de se conhecerem mais. Chega a hora do almoço e a loira observa
que Xena não retorna. Eles almoçam sem a guerreira e continuam a
conversar até o ruivo se retirar para se lavar, logo depois sendo a vez de
Gabrielle. A loira só não contava que enquanto se banhava seu noivo a
observava detrás das moitas.
A noite caiu, jantaram e continuaram a conversar até Gabrielle se retirar
para dormir. Cada um em sua pele.

Um novo dia anuncia a sua chegada, juntamente com o barulho das trotadas
de Argo que parecia estar voando de tão rápido que a guerreira o conduzia.
Com o barulho dos galopes se aproximando, A barda e seu noivo acordam.
Gabrielle mal se conteve de tanta felicidade ao ver Xena desmontando de
Argo e vindo em sua direção. Ele queria sentir o corpo de seu amor junto ao
seu o mais rápido possível, tratando de correr para diminuir a distancia
torturante que se fazia entre as duas. Ao abraçar a guerreira, mais uma vez
foi confirmado o amor que tinha por ela. Os cabelinhos de sua nuca à
mostra pelo coque se arrepiaram, um calafrio delicioso percorreu sua
espinha e suas mãos ficaram frias. Ainda abraçada com sua amiga ela diz:

- Xena que saudade.

- Também senti Gabby.- a guerreira cheirava os cabelos da barda e a
abraçava forte como se fosse perdê-la.

- Porque demorou tanto a regressar? Aconteceu algo?- Agora já um pouco
mais distante e mirando a morena nos olhos.

Xena levanta sua mão e toca a barda no rosto de um modo carinhoso.
- Os aldeões precisavam de mim. Os saqueadores destruíram tudo o que
eles tinham, mataram os velhos, levaram mulheres e crianças para servirem
de escravos, destruíram as plantações e mataram os animais. Saquearam e
devastaram tudo. Fui atrás, consegui trazer de volta algumas pessoas e os
ajudei a arrumar o que ainda restou da aldeia.

- Estou orgulhosa de você, mas nem por isso a saudade é menor.

Antoniê achando que a conversa já tinha rendido muito interferiu de onde
estava.

- Olá Xena! Como foi lá com os aldeões?

- Foi tudo bem, apesar de quando cheguei já não tinha muito para ser feito.
– ela se afasta da loira e vai até onde o ruivo estava. Ela aperta a mão dele
em sinal de comprimento. E se senta co m ele no tronco de árvore, Gabrielle
a segue e se senta ao lado da morena que continua a relatar.
- Eles acabaram com quase tudo Antoniê!

- Mas você conseguiu pegar algum saqueador?

- Sim, foi por isso que demorei. Eles deixaram alguns sinais mesmo sendo
bons estrategistas, eu consegui armar uma emboscada e peguei metade do
bando e para o azar deles o chefe do grupo estava numa taberna da aldeia
vizinha com parte do grupo. Ai eu acertei as contas com eles.

- Gabrielle, Xena pode ir conosco para Atenas e liderar nossa guarda pessoal
e a guarda do castelo. O que você acha?

Gabrielle congelou ao ver a cara que Xena fez. Um misto de Duvida, dor e
medo. Antes que a barda pudesse explicar a morena soltou:

- Do que ele está falando Gabrielle? Ir para Atenas? “NOSSA” guarda
pessoal? Não estou entendendo nada.

Na realidade Xena já estava ligando as coisas, mas precisava ouvir de sua
amada. Mesmo que doesse.

- Xena temos que conversar.- Soltou a loira e agora e virando para o ruivo
disse:
- Antoniê pode no deixar a sós?

- Claro que sim. O tempo que precisarem. Estou no rio.- Disse isso se
levantou e foi em direção ao rio.

Esperaram ele sumir entre as árvores para começarem a esclarecer os fatos.

- Então Gabrielle, não entendi.

- Xena, Antoniê me pediu em casamento e eu aceitei. Ele é o duque de
Atenas, e vamos nos casar assim que a perna dele melhorar e irmos
partiremos.

A barda falou de uma só vez, temendo não conseguir contar o que escolheu.
Xena sentiu o chão sair fora de seus pés, o ar não entrar em seus pulmões e
uma dor esmagadora por dentro, só conseguiu balbucia:

- O que?

- Eu e o Anto...

- Eu entendi, mas porque?

Gabrielle abaixou os olhos e segurou para não chorar, ficou em tempo em
silêncio e depois respondeu:

- Ele se declarou a mim, porque ele é um homem que parece ser bom, é
bonito e gosta de mim e eu acho que estou gostando dele. – na ultima parte
ela mentiu feio. Não estava nem um pouco interessada nele quanto menos
gostava dele. Ela amava a morena.

Xena com a ultima frase da loira, sentiu um punhal banhado em veneno
Talâmico invadir seu coração. Conseguiu esboçar um falso sorriso e dizer
com a voz tremula:

- Seja feliz- ela sai em direção a o lago esquecendo que Antoniê ainda estava
lá.

- E ai Xena, Gabrielle já lhe contou a novidade?

- Sim. Parabéns a vocês.

Um silêncio pesado se instalou entre eles até o ruivo o quebrar.

- Xena, eu sei que você é a única família que Gabrielle tem no momento,
que te ama e eu sei que ela não seria feliz se a melhor amiga dela não
estivesse por perto. Você não disse se aceita ou não ser a nossa comandante
em Atenas. Se você desejar eu posso conseguir um cargo alto para você no
exercito do rei que é meu amigo, com a sua experiência, técnica e se
tratando da Destruidora de Nações você conseguirá qualquer coisa do rei.

- Antoniê, eu não estou mais interessada em cargos altos no exercito ou
qualquer outra coisa e eu não sou mais a Destruidora de Nações. Eu
agradeço o convite para ser a comandante da guarda sua e de Gabrielle e de
seu castelo, mas não posso aceitar.

- Entendo, mas acho que Gabrielle não ficará satisfeita com isso.

- Ela ficará mais chateada ainda. Não comparecerei a cerimônia de
matrimonio de vocês, vou voltar para Amphipolis, só vou esperar vocês
partirem para Atenas.

- Quando decidiu isso?

- Há alguns dias atrás. Ia só passar um tempo, mas minha mãe está
precisando de mim e Gabby vai se casar. Vou ficar definitivo. Conte para
Gabrielle minha decisão, creio que será mais fácil para ela.

Voltaram para o acampamento, almoçaram num clima meio tenso. Xena só
falava quando era questionada e respondia monossilábica.
À tarde Xena saiu para tomar banho sozinha e Antoniê aproveitou para
contar a decisão da guerreira para sua noiva. Quando a guerreira voltou do
banho, foi a vez de Gabrielle e após a loira voltar foi a vez do ruivo,
deixando-as um tempo a sós.

- Xena porque não irá conosco?- Gabrielle estava triste, e essa tristeza era
transmitida nitidamente pelos seus olhos que marejavam e a voz que tremia.


- Minha mãe e Toris precisa de mim em casa. E eu não quero atrapalhar o
seu casamento.- a ultima frase soou com um claro tom de ironia.
O silencio se fez novamente, sendo quebrado por Antoniê que regressava
todo molhado ainda apoiado pelo cajado da loira.

- Vamos jantar?

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“ Ilusão imaginar você pra mim
Você jamais me olhou sequer pensou que meu olhar fosse de amor.
Coração dispara sempre que te ver
Eu mal posso entender como é bom te querer
Então fico a sonhar com teu olhar e você dizendo sim
E o primeiro beijo de amor sem fim.
Te amo tanto e não sei mais como é que vou viver em paz
Se tudo o que eu preciso é respirar teu ar
Te amo tanto e sem querer
Mas sei que posso te perder pra alguém sem tanto amor
Mas sem temer falar.”



Os dias foram se arrastando, a cada dia o dialogo entre as duas era mais
escasso e a perna de Antoniê melhorava gradativamente.
Na terceira lua depois do ataque feito ao ruivo, ele já se encontrava em
perfeito estado e comunicou a sua noiva e a companheira morena de
acampamento que no dia seguinte partiriam para Atenas para terem tempo
de arrumar os preparativos para o casamento com toda a pompa e
circunstancia que mereciam.

- Gabrielle, amanhã partiremos antes do sol se levantar. – disse o homem a
sua noiva e agora se virando para Xena disse: - Obrigado por tudo Xena.

Durante o jantar Xena tomava excessivamente o vinho que estava num
galão que ganhara da aldeia vizinha. Não retirava os olhos da loira, para ela
era fundamental guardar cada detalhe daquele rosto angelical que era
contornado por seu longos cabelos loiros e duas esmeraldas radiantes, como
se Sua vida dependesse daqueles traços perfeitos.
Se despediram e foi cada um para sua pele. Desde que voltou, Xena dorme
separada de Gabrielle, o que vem sendo uma tortura não sentir mais o cheiro
dos cabelos da barda.

A loira deitada em suas peles começou a chorar baixinho, estava infeliz por
ter que deixar Xena por sua própria escolha, por escolher esconder o que
sente pela morena. Parou de chorar e analisando a fogueira se pôs a pensar.
“ Não posso ir embora sem que ela saiba do que sinto, mas não tenho
coragem de falar para ela. Dizer que a amo. Creio que ela não me
entenderia.” Interrompendo os pensamentos ela se levanta, pega sua bolsa e
de dentro dela retira um pergaminho que começa a escrever.
Após terminar de escrever, ela enrola o pergaminho e hesitando coloca-o de
volta no fundo da bolsa. Gabrielle espera de olhos abertos a hora de partir,
não conseguiria dormir, somente observar a mulher que ama ressonar
pesadamente por causa do álcool.
Horas depois, Antoniê se levanta e ambos começam a arrumar suas coisas
para partirem.
Gabrielle resolve não se despedir de Xena, Antoniê que já se encontrava há
alguns metros da entrada do acampamento continua a andar lentamente e
nem percebe quando a loira vai até onde a guerreira estava, retira o
pergaminho que escreveu na noite anterior e coloca do lado do rosto dela, dá
um suave beijo nos lábios de Xena que foi quase apenas um roçar e sussurra
no ouvido dela:

- Eu vou te amar para sempre, nada nem ninguém vai tirar isso de dentro do
meu peito.
Terminando de dizer, com lágrimas nos olhos ela corre até onde Antoniê já
a aguardava impaciente, pois iriam seguir a pé até a aldeia vizinha, o que
seria quase um dia inteiro de caminhada sem parar.
Xena não ouviu nada do que a barda disse, a quantidade de álcool que
ingeriu na noite anterior para aplacar sua dor interna a fez se entregar com
tudo nos braços de Morfeu.

A guerreira levanta com o sol do meio dia reluzindo em eu rosto, ela se
levanta e vê a vida sem brilho e alegria que teria que levar daquele dia em
diante. Xena começa a arrumar suas pele para poder partir para Amphipolis
quando encontra o pergaminho que Gabrielle deixou.

- Ela deve ter esquecido.

Ela se senta nas peles ainda em desordem, abre o pergaminho e começa a
ler.

“ Xena,

Não sei como poderia te dizer isso pessoalmente,
Não sei se teria coragem o suficiente.
A realidade é que caso por amor,
Não à Antoniê, mas amor a você.
Te amar em segredo por todo esse tempo me fez feliz e infeliz,
Feliz por estar ao teu lado e compartilhar a vida contigo e infeliz por te amar
e você nem saber, não poder te tocar como gostaria e te beijar, não poder
dizer o que te digo agora: Te amo.
O amor que sinto, vai além do que duas simples amigas sentem, eu te
desejo, amo, te quero ao meu lado pelos restos dos dias meus, mas hoje já
não podemos mais viver essa realidade. Irei me casar com Antoniê para
tentar esquecer o que sinto por ti, creio que você não entende o que
alimento no meu peito por você.
Ver a tua rejeição me faria sofrer, até mais do que te deixar.
Ilusão a minha imaginar que você um dia seria minha.
Não se esqueça que eu te amo para sempre.

Gabrielle.”


A morena ao terminar de ler o pergaminho com as lagrimas rolando em
abundância pela face, saiu correndo em direção a Argo e o montou como se
o mundo fosse acabar.
Decidida a buscar Gabrielle e viver tudo o que sentia com ela, se fosse
matar ou morrer pela loira ela o faria. Não abriria mão de falar o que sentia
e trazê-la de volta. A única dúvida que teimava em assombrá-la era: “Será
que Gabrielle quer?”
Ela ignorou a incerteza e cavalgou desesperadamente até encontrar a trilha
de Gabrielle e Antoniê, a cada passo o coração apertava, mas a morena não
ia desistir antes de lutar pelo eu amor. Quando os avistaram em uma carroça
que haviam conseguido nas redondezas da aldeia ela gritou bem alto:

- GABRIELLE ME ESPERA!!!

A loira não acreditava no que seus olhos lhe contavam, podia ser um truque
dos seus ouvidos e vistas a mando de seu coração e mente perturbada. A
guerreira vinha cortando o vento com uma pressa que faria qualquer um
acreditar que o mundo inteiro estava caçando a cabeça dela. Antoniê se vira
para Gabrielle e diz:

- Sua amiga veio se despedir.

Gabrielle estacou. Não sabia o que fazia, na verdade não sabia o que Xena
faria.
A guerreira chegou onde os noivos estavam, desmontou rapidamente do
cavalo e foi em direção à carroça.

- Olá Xena!- disse Antoniê, mas não foi respondido.

A morena para ao lado de Gabrielle e começa a falar ofegante.

-Gabrielle, eu li seu pergaminho. Eu também te amo, venha comigo e
seremos felizes, viveremos juntas para sempre...

- Xena eu... Não posso.- disse a barda entre soluços.

Antoniê assistia tudo calado, como se já esperasse por isso.

- Como assim, você não pode?- estava confusa, não sabia o motivo de tudo
aquilo, a morena estava perdida.

- Eu estou com Antoniê, o escolhi para ser meu esposo. Nos casaremos,
teremos filhos, netos... Creio que não seria certo ficarmos juntas.

- Gabrielle, eu não posso te dar filhos e netos. Não tenho hoje o dinheiro
que ele tem, mas eu não somente gosto de você, eu amo e sei que vai ser
assim para sempre.

- Xena, por favor...- a barda continuava a chorar.

- Escuta o que eu tenho para lhe dizer, por favor... Se você quiser, nos
casaremos, teremos uma casa, podemos ahhh, sei lá, pegar um órfão para
criar. Eu juro que te farei a mulher mais feliz da face da terra. Eu não sei o
que vai ser da minha vida sem você. Desaprendi a viver sem te ver acordar
ao meu lado, meus dias ficam cinzento, o perfume das flores fede a carne
morta e nem o álcool aplaca a dor que esmaga os meus órgãos por dentro...-
a guerreira interrompeu seu relato aos prantos, se sentou na beira da estrada
e chorou igual criança. Gabrielle também às lágrimas olhou para seu noivo
como se pedisse autorização.

- Vai, seu amor nunca vai ser meu.- disse o ruivo com um pesar na voz e
com uma pequena lágrima o canto dos olhos.

Gabrielle pulou da carroça e se juntou a Xena na beira da estrada, a abraçou
e chorou com ela no seu colo.

- Ga...Gabby não há nenhum deus que condena os que amam, não há.- e
voltou a chorar.

- Agora mesmo se condenassem, não teria importância alguma, porque eu te
amo.

Elas nem perceberam quando Antoniê foi embora.
As duas se olharam e Gabrielle puxou a guerreira pelo rosto até alcançar sua
boca e lhe dar um beijo apaixonado. No inicio foi apenas um toque, até as
bocas se abrirem e dar passagem para as línguas que se tocavam
apaixonadamente. Gabrielle já estava com as mãos enfiadas nos cabelos da
guerreira enquanto essa a apertava mais contra o seu corpo com uma mão
enquanto a outra fazia o caminho das costas às nádegas e cochas fazendo a
loira queimar de desejo.A barda já havia mudado de posição sentando-se no
colo da morena a abraçando com as pernas sem desgrudarem as bocas
famintas.
Só pararam quando o ar faltou, perceberam que estavam na estrada e se
continuassem o que estava fazendo alguém poderia pegá-las em situação
constrangedora. Xena a olha nos olhos com todo o carinho do mundo e a
abraça.

- Eu te amo Gabby.

- Eu também...Xena, aquela história de casamento era sério mesmo?- agora
a loira a olhava com uma cara de duvida.

- Não só ela, mas tudo o que te disse.

- Até que teremos uma casa fixa e poderemos adotar um órfão?

- Se você desejar eu aceito até o órfão.

Gabrielle volta a beijá-la.

- Hummm, pêra ai Gabby...- disse Xena dentro da boca da outra,
interrompendo o beijo.

- O quê foi?- a loira estava preocupada.

- Vamos para o centro da aldeia, tenho que comprar umas coisas lá.

- O que é?

- Surpresa, sua curiosa!- disse a morena sorrindo já de pé estendendo a mão
para puxar a barda.

- Ahhh, mas já começamos com segredinhos? Isso não é justo!

Quando chegaram ao centro comercial da aldeia vizinha a que foi destruída
elas se separaram. Gabrielle foi aos vendedores de roupas e Xena em
direção ao joalheiro.
Passaram o dia inteiro entre compras, encontrando-se apenas no almoço e
no final da tarde na hora de irem embora.

- Gabby, o que você comprou?

- Ahh, comprei umas roupas para mim e para você e umas coisinhas a mais.
E você?

- Nada não.

- Nada não? O que você foi fazer no joalheiro, depois no estábulo e num
monte de lugar onde eu não conseguir ver?- a barda estava com os braços
cruzados e batia o pé parecendo estar nervosa.

- Que isso? Já está com ciúmes?- disse a guerreira com uma falsa cara de
espanto. – Calma amor, o joalheiro era muito velho, tinha mal hálito e era
meio torto, o homem do estábulo era baixinho, bigodudo e gordooooo, deste
tamanho oh.- representou o tamanho do homem abrindo bem os braços. – e
eu prefiro uma loira e também já te disse que tudo é surpresa. Mas só me
responde uma coisa?

- O que?

- Amphipolis ou Potédia?

-Para quê?

- Para nos casarmos e vivermos lá.

A barda não acreditava no que ouvia, somente começou a chorar e abraçou
a guerreira dando um beijo nela.

- Ei, para de chorar!- disse com o rosto da barda entre as mãos, bem doce e
calmo.

- Eu te amos você sabia?

- Sim. Mas ainda você não escolheu.

- Amphipolis.

- Pensei que quisesse viver perto de seus pais.

- Os visitaremos com freqüência.

- Então vamos tenho que lhe mostrar algo.

Elas andaram até o estábulo onde Xena disse apontando para Argo que
estava com uma carroça coberta presa a o seu corpo.

- Essa é uma das surpresas e não era um gordo, baixinho e bigodudo.-
riram.- Chegaremos mais confortáveis ao nosso destino. Mas essa noite
dormiremos numa estalagem aqui na aldeia.

Se dirigiram para a estalagem, jantaram animadas por um pequenos grupo
de músicos e artistas que faziam alguns truques de mágica. Subiram para
dormir. No quarto havia apenas uma cama de casal, uma mesinha com duas
cadeiras e um lampião para ser aceso.

No meio da noite, Xena é acordada por duas pequenas mãos atrevidas que
passeavam pelo seu corpo. A boca da barda estava colada em seu pescoço
enquanto uma das mãos driblou o vestidinho que usava e acariciava o seu
seio.
Gabrielle já se encontrava em cima da morena e a beijava fervorosamente
enquanto uma das mãos tomava conta do bico de um seio e a outra
acariciava as laterais de sua cocha.

- Gabby...- Xena ofegava.

- hummm...

- Gabby... ahhh para ai amor... ahhhhhh

A boca desceu para o pescoço, beijava, chupava, mordia e lambia causando
um “fogo” na guerreira que mal podia se conter de tanto desejo e prazer.

- Porque não ta gostando?- as boca já estava colada num dos seios da
morena que se rendia gradativamente.

- Uhhhh, amorrr... é sério. Para vai.- na verdade a única coisa que Xena não
queria era que Gabrielle parasse.

A loira deu um salto de cima de Xena e se sentou do lado da ler que se
recompunha. Com uma expressão confusa e atordoada a loira pergunta.

- O que foi? Não estava gostando?

- Não é isso. É que não queria que nossa primeira noite fosse aqui como se
fosse qualquer pessoa. Quero que seja num lugar especial, o casamento e...

A loira disparou a rir.

- O que foi? – agora era Xena que estava confusa.

- Você quer se guardar para o casamento? Que lindo amor!- A barda já não
ria mais, falava sério e segurava o rosto da morena entre as mãos num
carinho perfeito.
- Eu te amo um tantão assim óh.- a barda abriu bem os braços na frente da
guerreira.

- Mas isso é muito pouco.- riu a morena.

- Meus braços que são pequenos pro amor que sinto, ele é do tamanho do
infinito.
Xena a beijou nos lábios. Voltaram a deitar, Gabrielle repousava sua cabeça
no peito da morena.

Dormiram abraçadas esperando o novo dia as brindarem com seus raios de
alegria.


XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Como sempre, se há noite há dia, este se levantou brilhante iluminado os
dois corpos abraçados que descansavam sobre a cama. Pela luminosidade
Gabrielle acordou primeiro e contemplou sua “noiva” deitada na cama.
Pouco depois ela tenta acordá-la com beijos de todas as formas.

- Desse jeito eu fico mal acostumada.- suspirou tentando abrir os olhos.

- Mas vai ficar mais ainda.

- Todos os dias irei ser acordada assim?

- Não só os dias, mas as noites também.

-Uhhh, gostei dessa parte. – A guerreira totalmente desperta dá um beijo
profundo na loira e pouco depois pula da cama e vai vestindo as roupas.

- Nossa, mas já está se vestindo? Me provoca e depois sai correndo é?-
soltou fingindo indignação.

- Quem começou foi você. Eu estava deitadinha dormindo o sono dos
deuses e você me atacou enquanto estava desprotegida. Golpe baixo!

- Vai dizer que não gostou?

- Gostei, e você vai dizer que não gostou?- revidou.

- Gostei, mas porque a pressa?

- Para chegarmos mais rápido em casa e terminarmos o que não foi
concluído ontem à noite.

- desse jeito até eu vou correndo me vestir.

As duas caíram na risada e quando terminaram de se vestir desceram para
fazer o desjejum.
Enquanto se alimentavam, conversavam animadamente sobre muitos planos
que tinham em mente para a nova vida que levariam juntas.

- Gabby, antes de irmos mandarei uma mensagem para Mamãe avisando
que estamos retornando e pedir para que ela arrume um lugar na pensão
para nós.

- Xena, sua mãe sabe de nós?

- Não, mas vai saber quando chegarmos lá.

Gabrielle arregalou os olhos em espanto. Estava realmente preocupada, não
sabia qual seria a reação de sua futura “sogra” quando soubesse qual o tipo
de relação que unia ela a sua filha. Teriam que dividir o mesmo teto por um
bom tempo e não queria que Cyrene perdesse o carinho que tinha por ela.
Como se lesse os pensamentos de sua amada, Xena soltou:

- Gabby, relaxa.

- Vou tentar.

Pegaram estrada em direção a Amphípolis. Seriam dois dias árduos de
viagem, sem parar para quase nada. As noites que passaram na carroça
foram mais aconchegantes do que qualquer outra de suas viagens. A carroça
tinha quase de tudo, era um pequeno cômodo onde tinha uma cama
aconchegante e espaço para as bolsas de viagem e alimentos.


- Xena, falta muito para chegarmos?

- Não, antes do sol estar a pino estaremos lá.

- Será que sua mensagem já chegou?

- Sim. Demoramos mais do que o mensageiro porque estamos de carroça,
tivemos que pegar estradas maiores e não nos beneficiamos de alguns
atalhos.

- haaaa.

O resto da vigem foi feito em total silencio, ele não era incomodo nem tão
pouco constrangedor podia se dizer que era até reconfortante e gostoso.
Quando chegaram na entrada de Amphípolis havia uma bifurcação, a direita
levava para os montes e vales laterais, e a direita levava diretamente ao
centro da cidadezinha onde situava a hospedaria da mãe de Xena. A morena
seguiu para a hospedaria.
Chegaram e a morena já foi colocando a carroça no estábulo, retirou-a de
Argo e o soltou num pasto próximo. Entraram juntas na pensão, Cyrene
veio ao encontro das duas e as abraçou com uma saudade reprimida por
muito tempo.

- Graças aos deuses vocês vieram de vez.

- E famintas também. – soltou Gabrielle.

- Então venha porque a janta já ta na mesa.

Jantaram e pouco depois Gabrielle saiu para dar uma volta para fazer
digestão. Xena aproveitou estar a sós para conversar com sua mãe.

- Mãe, Toris já te contou?- Começou meio encabulada.

- Sim.

- E...?- Xena estava apreensiva.

- “E” nada minha filha. Eu sabia que terminaria assim. Melhor, começaria.
Parece que só vocês duas que não sabiam.- e riu da cara de espanto que
Xena fez. Continuou.- Eu e Toris preparamos tudo o que você pediu na
mensagem. E por milagre dos deuses conseguimos um sacerdote que além
de aceitar realizar a união de vocês ficou muito contente em saber de você.

- Quem?

- Magnus. Aquele amigo seu que costumava apostar corrida com você e
Lyceus a cavalo.

Havia mais de onze anos que Xena não via Magnus. Eram inseparáveis, até
que ele foi embora com o pai viúvo para Atenas para estudar por lá.
Algum tempo depois Gabrielle retornou de seu passeio e subiram para
dormir. Ficou meio vermelha quando Cyrene mostrou o quarto em que
dormiriam. Com uma cama de casal, totalmente à luz de velas e com uma
tina convidativa. Quando por fim ficaram sós, ela á foi esclarecendo as
duvidas que a assombrava.

- Ela já sabe né?

-Huhum.

- E o que ela disse?

- Nada que me fizesse mudar de idéia.

- Decidida hein?

- De mais.

Xena a beijou apaixonadamente e pouco depois se afastou antes que a
situação ficasse perigosa.

- Vem, vamos dormir. Amanha é o dia da nossa cerimônia e não podemos
nos atrasar.

As duas abraçadas caíram nos braços de Morfeu, até o astro rei as
banharem com seus raios quentes. Acordaram quase na hora do almoço,
desceram apressadas para ajudarem Cyrene e se prepararem para o evento
esperado.

- Meninas, vejo que dormiram mais do que a cama. A noite foi boa?- disse
brincando mas cheia de malícia deixando Gabrielle corada dos pés a cabeça.

- Sem piadinhas mãe. Dormimos mais do que a cama porque há dois dias
não dormíamos em uma cama descente, estávamos cansadas da viagem.

- Claro que sim. Foi isso que queria dizer.- riu baixinho.

- Porque não nos acordou Cyrene?- indagou a loira mais descontraída.

- Não queria incomodar o “descanso”- fez aspas com os dedos- de você. Ao
seria legal.- riu mais uma vez.

Almoçaram rápido e foram se arrumar rapidamente.
Xena estava vestida com um vestido branco longo com um corte até o
inicio da cocha, cabelos soltos e algumas jóias para dar um pouco mais de
brilho. Já Gabrielle, usava um vestido na altura dos joelhos colado ao corpo
com um decote comportado e os cabelos presos por uma tiara de pérolas.
Chegaram juntas ao templo do deus Apolo, contemplando-se, achando uma
a outra a perfeição da natureza. O sacerdote sorriu ao ver as duas e depois
de realizarem seus votos e confirmarem a união ele correu e abraçou Xena
como um irmão que não vê o outro há séculos.

- Xena, quanto tempo.

- Oh meu amigo, muitos anos e você continua o mesmo.

- Soube de você, de Corinto e de você agora. Fico feliz por ter encontrado
seu caminho. – Olhou para Gabrielle.

- Agora que o encontrei não vou mais sair dele.
Todos presentes o templo riram.

Após a cerimônia, ambas subiram em Argo e seguiram saindo de
Amphipolis.

-Xena, estamos saindo de Amphipolis. Para ode vamos?

- Você verá.

Voltaram a bifurcação na entrada da cidade, as desta vez pegaram o caio da
direita. Quando chegaram ao topo do monte o sol já estava se pondo no
horizonte banhando a Grécia com seu show de luzes laranja, vermelha e
amareladas. Gabrielle viu uma pequena casa de madeira e pedras com uma
chaminé a todo vapor com cercas brancas e u ardi perfeito ao redor.
Xena desmontou e a ajudou a desmontar também, pegou- a pela mão e a
levou a beirada do penhasco que permitia ver toda a Grécia e o mar e a
beijou e disse:

- Gabrielle eu quero que saiba que eu te amo e farei de tudo para que
possamos ser felizes.- antes da barda totalmente emocionada falar, a
guerreira retira de dentro do vestido dois colares de ouro com uma pedra
incrustada. O colar que ela entregou a barda era uma rosa em forma de G
com uma esmeralda em fora de coração ao centro. Ela virou para Gabrielle
e disse: - Vira ai amor.- colocou e seu pescoço colar parecido, mas a rosa
era em forma de X e a pedra era a safira.
Gabrielle fez o mesmo e assim que terminou de colocar o colar de e beijo a
nuca de Xena. Xena virou, lhe beijou os lábios e entregou um pergaminho.

- O que é isso?

- Algo que escrevi para você.

- Lê para mim?

- Gabrielle, não sou uma barda...

- Por favor?

- Ta.

(*)“O que eu poderia dizer que é amor?
É a paz que sinto ao sentir o teu perfume
É o fogo, desconcerto e ternura ao mesmo tempo com o seu mais inocente
toque
É a freqüência que e coração dispara e meu mundo para só por te ver
sentada.
Como posso dizer que é amor sem dizer amor?
Sem parecer mais um clichê de adolescente apaixonada
Sem parecer mais uma cantada de um galanteador descompromissado
Sem parecer que só quero beijar teus lábios e mel e depois não querer mais
nada.
Eu não digo que amo só por dizer,
Se quando não te vejo pelos corredores da vida creio que vou morrer
Se quando eu não sinto o seu perfume completando o meu vazio chego a
pensar que não vale a pena viver.
Fico sem paz
Fico sem ar
Fico sem vida
Fico desiludida.
Fico morta de sentidos quando busco com os olhos e não te encontro.
Se tudo isso não é amor, eu não sei que palavra digo.
Se eu fosse condenada a descer ao inferno pelo que sinto
Eu aceitaria
Contanto que apenas os se seus olhos fossem comigo,
Porque nos seus olhos eu encontrei o meu paraíso.”

Xena acabou de ler, abraçou a barda e disse:

- Eu te amo de verdade. Quero envelhecer com você ao meu lado.

- Você é uma barda.- Gabrielle riu.

- Vem que quero terminar de te dar a surpresa.

Elas entraram de mãos dadas na casa. Gabrielle ficou impressionada com
todo o conforto que havia ali. Era meio rústica, quase toda de madeira e
pedra.

- Obrigada.- Disse a barda chorando.

- Vem que quero te mostrar o outro andar e o nosso quarto.

Elas subiram pela escada de dezeseis degraus, Xena mostrou todos os
quartos para ela deixando o seus por ultimo. Quando chegaram no quarto
das “noivas” a guerreira vendou a loira e a levou até o centro do aposento,
quando retirou a venda Gabrielle paralisou. As paredes que dava vista para
o poente e o nascente eram todas de vidro e a cama delas se encontrava no
meio onde tanto a luz do nascer quanto a luz do pôr do sol iluminava a
cama.

- Ele é lindo...- suspirou boquiaberta.

- E é todo nosso.

A noite já se fazia rainha e as brindou com um céu recheado de estrelas.
Gabrielle puxou a guerreira pela cintura e colou a boca na dela, suas
pequenas mãos atrevidas já faziam o trabalho, enquanto uma abria o vestido
a outra acariciava um seio por cima dele.

- Tá atentada hoje hein?- dizia a morena entre suspiros ofegantes.

- Ahãm!!! E você não imagina o quanto.

- Só quero ver.

Gabrielle a jogou na cama e deitou em cima, beijando-a ardentemente
enquanto suas mãos a estimulava sobre o vestido.
Elas já não suportavam mais as roupas como empecilho para seus corpos se
tocarem plenamente. As mãos ágeis da guerreira já haviam lançado fora o
intruso vestido de Gabrielle quando tocou aqueles pequenos seios rosados
pela primeira vez. Foi como ir aos Elíseos e voltar em questão de segundos.
Tocou-os carinhosamente, beijo-os com todo o cuidado e ternura que podia
ter, abriu a boca que apanhou um deles, chupando-o e mordendo o bico
fazendo a barda jogar a cabeça para trás e quase morrer de prazer ao sentir
a boca de Xena em seu corpo, as mãos se encarregavam do resto do corpo.
Enquanto uma tomava conta do outro seio tocando-o, estimulando-o com a
ponta dos dedos, a outra passeava livremente em suas costa e nádegas.
Pararam por um instante para se livrarem do restante das roupas.
Já completamente nuas, ficaram um tempo se contemplando até Xena se
aproximar de Gabrielle que estava em pé na beirada da cama e a abraça.

- Eu te amo ta?

- Eu também te amo.

Gabrielle concluiu colando a boca na da guerreira. Xena a aproxima pela
cintura sentindo todo o corpo tocar ao seu causando um arrepio gostoso,
empurra a barda devagarzinho sobre a cama e deita por cima dela que solta
um gemido baixinho de prazer ao ter a guerreira sobre si. Xena abre as
pernas de Gabrielle com os joelhos e cola seu sexo com o dela sentindo o
quanto estava molhado, acaba soltando um pequeno gemido. Sua boca
desceu para o pescoço, tórax e seios, mordeu, chupou, lambeu e continuo
descendo pelo corpo da loira , cegou no umbigo onde passou a língua pelo
buraquinho bem feito que havia ali fazendo Gabrielle gemer mais e a
apanhar pelos cabelos. Continuou a descida tortuosa até alcançar o sexo de
sua amada. Colou a boca com vontade, sugou e passou a língua por toda a
extensão. Mordeu as laterais da cocha fazendo a barda suplicar.

- Ai amorrr, vai logo senão eu vou morrer aqui.

Xena a penetrou com os dedos devagarzinho para depois aumentar a
velocidade e a intensidade fazendo Gabrielle gozar profundamente. A
morena deixou seu corpo cair exausto.
Pouco depois Gabrielle já reposta de suas energias, girou e ficou em cima
de Xena beijando-a com fúria, suas mão passeavam por todo corpo da
morena, sua boca foi descendo para o pescoço onde ela mordeu ele e subiu
para a orelha que passou a língua por ela toda. Voltou para o pescoço e
desceu até os seios onde adorou morder aqueles biquinho enrijecidos de
tanto prazer. Xena começou a gemer baixinho e a barda não parava. Desceu
por todo aquele abdômen malhado deslizando a língua por toda a sua
extensão quando voltou a descer até o ponto latejante entre as pernas da
morena. Abriu seu sexo e mergulhou a língua causando arrepios, chupou-o
como se dependesse de seu mel para viver, mordeu os lábios e quando viu
que Xena estava preste a gozar em sua boca parou aumentando a tortura,
pouco depois voltou as caricias até penetrá-la com os dedos num movimento
de vai e vem até que a morena explodiu em um gozo intenso sacudindo todo
o corpo e despencando ambas na cama de tanto prazer.
Ficaram um bom tempo se amando apenas pelo o olhar até que pegaram no
melhor sono que poderiam ter.
O astro rei já se dispunha no centro de seu reino e iluminava os dois corpos
nus entrelaçados sobre a cama.
Elas dormiam o sono dos justos. Ou melhor, o sono dos que amam.




FIM

Nanda
Convidado


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